História
do Município de Cajati
Elevado a categoria de Distrito
de Jacupiranga em 13/06/1944. Em 19/05/1991, foi realizado Plebiscito para Emancipação
Político-Administrativa, tendo votação favorável de
95% dos eleitores. No dia 31/12/1991, o Diário Oficial do Estado publicou
a Lei Estadual 7664, criando o Município de Cajati.Cajati deve a sua
existência ao Parque Industrial instalado em seu território, que
desde 1938, gera empregos. Compreende os Complexos Químicos da Bunge Fertilizantes,
Fosbrasil, ácido fosfórico e cimento, proporcionando mais de 1000
empregos diretos e indiretos. A história do Município de Cajati
tem a sua origem na segunda década do século XIX, com a chegada,
no Porto de Cananéia, de alguns jovens portugueses, dentre eles, Matias
de Pontes. Na sua busca por ouro, Matias e um índio chamado Botujuru, foram
desbravando e explorando a mata adentro, por onde ninguém jamais havia
passado. Para poderem caminhar precisavam abrir muitas picadas, pois a Mata era
muito densa e sua vegetação cruzava sobre o rio estreito e profundo,
impedindo, assim, a sua penetração. Daí surgiu a idéia
de construírem uma canoa para navegarem sobre o rio, que mais tarde chamaria
Canha. Logo descobriram que esse rio parecia um ribeirão, pois desembocava
em outro rio bem maior e mais fundo. Ao subirem o rio, encontraram uma bela prainha,
onde surgiu a idéia de montar um acampamento. Durante uma noite turbulenta
sob um temporal, tiveram que abandonar o acampamento às pressas, dirigindo-se
para o alto (esse lugar é atualmente a Praça Matriz de Jacupiranga).
A
aventura continuou e desta vez, pelo rio adentro. Matias queria conhecer a região,
porém Botujuru, ao contrair maleita, veio a falecer, sendo o primeiro ser
humano a ser enterrado no lugar. Matias e outros apossaram-se de duas glebas de
terras: o acampamento e outra localizada rio acima, onde havia uma pequena cachoeira,
que por essa razão, passou a se chamar Cachoeira (atual Cajati). Logo em
frente, estava a Serra do Guaraú. Matias prosseguiu as investidas nas proximidades
do rio, colocando nomes nos lugares, sendo Cachoeira o seu favorito. Para a canoa
se deslocar, tiveram que abrir um canal, hoje atual Cidade de Cajati , local em
que Matias residiu por mais de cinqüenta anos. Outros lugares forma denominados
como: Pouso Alto, pelo fato de dormirem numa árvore por medo de feras;
Barra do Azeite, por encontrarem enorme pedra, na qual um garrafão de azeite
de mamona foi quebrado e ao se referirem ao rio, vinha a lembrança do azeite
derramado; Lavras, pelo fato de encontrarem vestígios de pessoas que já
haviam passado e lavrado uma canoa (era o termo atribuído, quando se fazia
uma canoa trabalhando a madeira bruta).
Na década de trinta, o Brasil
tinha grande falta de cimento e fertilizantes e suas necessidades eram atendidas
por importação. A comprovação de existência
de calcário e apatita nas rochas de um vulcão extinto, feita pelo
Dr. Theodoro Knecht, levou o Grupo Moinho Santista que na naquela época
fabricava apenas tecidos, a pedir autorização ao Governo brasileiro,
para explorar o calcário das jazidas locais. Em 1938, foi-lhe concedido
o direito de lavra (exploração) de calcário e apatita no
Morro da Mina, iniciando no ano seguinte, as suas atividades.
Foi necessário
construir uma estrada de ferro, que levasse a apatita da mina, pela margem esquerda
do Rio Jacupiranga, à sede do Município. Numa segunda etapa, era
transportada até ao Porto de Cubatão em Cananéia e, em seguida,
levada em barcos até Santos, para novamente por ferrovia, chegar a São
Paulo.
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